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No mês da Consciência Negra, Elisa Fernandes questiona racismo da sociedade brasileira em novo single

Foto: Gringa Filmes

No mês da Consciência Negra, a cantora e compositora carioca, Elisa Fernandes, que coloca sua música a serviço das lutas por igualdade de gênero, igualdade racial, além de fazer da bandeira LGBTQIAP+ sua causa, lançou nesta última sexta-feira (12), seu mais novo single “Você Não Sabe O Que é Ser Preto”, acompanhado de um clipe fortíssimo no canal do YouTube da artista

Utilizando desse mês da Consciência Negra é uma oportunidade de ampliar os debates acerca do tema que faz parte do cotidiano do brasileiro, autodeclarados negros. Assim como outros artistas, Elisa Fernandes tem uma função importante nesse contexto.

Cantora e compositora carioca que coloca sua música a serviço das lutas por igualdade de gênero, igualdade racial, além de fazer da bandeira LGBTQIAP+ sua causa, Elisa, lançou nesta última sexta-feira (12), seu mais novo single “Você Não Sabe O Que é Ser Preto”, acompanhado de um clipe fortíssimo no canal do YouTube da artista.

Com discurso contundente, a letra toca – sob a ótica da pessoa negra – na ferida aberta e exposta do racismo na sociedade brasileira. “A cada manchete sobre racismo com grande repercussão na mídia e nas redes sociais é um gatilho na gente, é o trauma do colonialismo batendo forte na nossa cara, batendo pra matar. A cada ato racista que eu me deparo no meu dia a dia, cresce por dentro um sentimento de que o racismo mata a gente de muitas maneiras”, revela a cantora.

Foto: Paulinho Thomaz

No decorrer da música, em trechos como “Enquanto tu passeia pelo shopping tão matando outro preto“, a artista faz um alerta sobre o fato de que enquanto muitos usufruem da sua liberdade de ir e vir, negros estão morrendo e sendo vítimas de racismo.

“A música nasceu carregada de uma indignação que também mata se a gente não botar pra fora. O racismo está na pessoa que me vê dentro de uma loja e me pergunta o preço de alguma coisa porque presume que estou sempre a serviço. Também está quando não sou atendida se estou numa loja porque não tenho o perfil de quem compra. O racismo tá lá quando eu abro a minha porta e a pessoa manda chamar a dona da casa porque eu tô vestida com roupa de ficar em casa e presume que eu não moro aqui… A música fala disso, dessas mortes diárias que quase ninguém vê, mas que estão aí o tempo todo, nos matando”, destaca a artista.

Confira abaixo:

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