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A curadoria de THAMI para a Amores 360

Diretamente de Nilópolis, na baixada fluminense, Thamires Goulart, mais conhecida como THAMI conversou conosco sobre a sua curadoria da semana para a playlist Amores 360. Na ocasião ela contou sobre suas referências para lista de músicas e como esses e outros artistas na sua construção como artista. Confira abaixo:

Amores Sonoros: Como foi que você conheceu o Amores Sonoros?

THAMI: Então, quando eu decidi mergulhar nesse mundo musical, eu comecei a procurar blogs e páginas que valorizassem o artista independente. E aí, nessa procura, eu acabei encontrando Amores Sonoros e percebi que dentro da página já tinha outros artistas que eu já conhecia, que eu já admirava. E aí nesse mesmo período, eles estavam pedindo pra que artistas independente mandassem materiais e que eles fariam uma curadoria, falariam e incentivariam esses artistas. E foi aí que eu decidi mandar o meu material pra lá!

E eu fui bem recebida, assim, pela Ana, pelo Gustavo, eles me trataram com muito carinho, era o meu primeiro trabalho autoral e foi, assim, uma página que realmente me abraçou, que fez uma matéria inteirinha sobre mim, contando um pouquinho da minha história. E isso, assim, me marcou muito positivamente, foi, com certeza, um fator o determinante pra que me impulsionasse, sabe?

AS: Rolou algum critério na seleção das músicas? Se sim, quais? Gosto pessoal, referências?

THAMI: Sim, com certeza. Quando eu fiz a playlist né, quando eu montei a playlist, eu quis colocar referências que são as referências clássicas, né. Como Djavan, Tim Maia, que são a base de tudo. E, na parte internacional, coloquei algumas que também são clássicas pra mim Lauryn Hill, Erykah Badú. E aí depois eu vim com as referências atuais. No nacional que são artistas que eu escuto, que são em sua maioria artistas independentes, que eu também admiro e gosto de trazer pra mim. Ainda mais nesse cenário atual que é tudo complicado pra quem é independente. Então eu gosto de sempre trazer os artistas comigo. E tem YOÙN um que eu gosto muito. Tem Priscila Tossan, tem o Luthuly, tem o Caio Nunez. E além desses artistas que eu admiro, também tem internacionais que são, que eu considero como pó pessoal e que eu também escuto muito como Lianne La Havas, Dua Lipa e outros, “N” outros artistas que eu super admiro e escuto mesmo, assim, eu dou aula escutando, passo escutando esses artistas e com certeza eles são referência pra mim na hora de compor, também as minhas músicas, com certeza eu passo, eu navego, né? Por esse mar aí, desses artistas pra chegar numa composição.

AS: As músicas e/ou os artistas que você selecionou impactam no seu jeito de fazer música? Como?

THAMI: Com certeza, esses artistas, eles influenciam na minha composição. Quando eu vou escrever alguma música, eu mergulho de cabeça, mesmo, nesses artistas que são referências pra mim e trago comigo muitas coisas deles, seja numa música mais intro [introspectiva], ou uma música mais dançada, e aí eu vou dançando, né? Conforme a música, vou navegando por artistas mais do pop, mais do R&B, mas eu tô sempre envolvida com os artistas que pra mim são referência.

AS: Dentro dessa seleção tem alguma música que dialoga diretamente com seu último trabalho?

THAMI: Uma música especificamente não. Tem várias músicas que me influenciaram. E que acabou resultando na minha música. Eu acho que no geral é meio assim, né? A pesquisa ela funciona meio assim, a gente vai buscando várias coisas, as minhas maiores referências pra essa música eu peguei na Lianne La Havas, peguei um pouquinho da H.E.R, peguei um pouquinho da Lauryn Hill e eu criei o “Flutuar”, então acho que não tem uma música específica, são várias músicas com vários elementos que eu curtia, que eu achava que funcionava e aí depois entrou também o Caio, com as referências dele, com os cantores que ele curte, que ele admira. E aí, a gente conseguiu montar a nossa, assim, com a nossa cara.

AS: E se você pudesse escolher UMA favorita dentro todas da playlist, qual seria?

THAMI: Então, a minha preferência musical ela vai se transformando conforme o tempo, né? Conforme o meu humor. Então, isso é muito relativo. Mas, hoje, acho que eu diria que a minha favorita nessa playlist é a minha. Vou puxar sardinha pro meu lado. É muito comum os artistas não gostarem de se ouvir ou não ficarem ouvindo suas músicas, mas eu confesso que eu gosto muito do que eu faço, sim, e gosto muito das músicas, dos resultados que as músicas me dão. Eu realmente escuto as minhas músicas e fiquei muito feliz com esse último trabalho, me senti realizada. Então, eu não tenho como não colocar o “Flutuar” aí no meu top um de músicas, assim, é realmente meu xodózinho.

Baiano da gema (graças a Deus), fluente em baianês, jornalista musical por amor, assessor de comunicação por profissão. A linha tênue entre o irônico e extremamente empolgado nos sons que escuta. E claro, criador do Achados Musicais! Ufa!

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